SEMPRE ESTIVE AO SEU LADO (A despedida de um Golden Retriever)



 
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Ontem recebi felicitações para a virada de ano de um internauta que nos visita, junto ele me enviou uma carta que poderia ter sido deixada por seu companheiro caso pudesse escrever. Me permitiu publicar e aqui divido esta linda mensagem com vocês.

Caro amigo Érico

Se eu soubesse escrever teria deixado uma carta para você. Uma carta que poderia ter sido entregue quando você ficou agachado ao meu lado, passando a mão pela minha cabeça e olhando para meus olhos sem dizer nenhuma palavra.
Naquele momento eu entendi, olhando nos seus olhos, que você estava morrendo de pena de mim. Pena porque você achava que eu estava sentindo muitas dores e porque nós dois sabíamos que estávamos prestes a uma separação definitiva. Então, na força dos nossos olhares eu passei tudo isso que você escreveu.
Amigo, confesso a você que nos dias que antecederam a minha viagem para outros campos, eu fiz uma reconstituição dos dez anos que vivemos juntos. Comecei pelo dia em que você foi me escolher, lá onde eu estava com o resto dos meus irmãos. Logo de cara eu simpatizei com você. Pelo meu instinto, achei que você era o tipo de pessoa que podia confiar. Comecei a fazer um monte de traquinagens. Passei por cima dos meus irmãos, pulei no sofá onde você estava sentado e subi no seu colo. Lembro-me de você dizendo: pronto, ele me escolheu! E aí já saímos juntos. Fui em seu carro no colo da Virginia sua mulher.
Chegamos à casa que você morava e então você me apresentou uma coisa redonda e gostosa de morder e que foi a minha paixão número um para o resto da vida e você chamava-a de bola. Naquele dia mesmo você me deu um nome. No inicio eu confesso que não gostei dele, depois fui me acostumando e você foi também explicando para os outros e, acabei gostando.
Quando eu achei que aquela casa seria minha, vi você e Virginia arrumando as malas e aí viajamos. Viemos morar numa casa na fazenda. Nossa! Quando eu vi aquela imensidão toda pensei: vou viver correndo e mergulhando naquela represa.
Puro engano o meu. Você não deixava, ficava com medo de uma cobra me morder. Mas, assim mesmo eu fugi algumas vezes e aproveitei. E nunca vi nenhuma cobra.
Eu tinha a varanda, a piscina e o jardim da casa só para mim. Quando fazia calor eu entrava na piscina e me refrescava. Você fez degraus para que eu entrasse e pudesse sair dela. Eu adorava nadar, não podia ver ninguém dentro que eu queria entrar. Algumas vezes tomamos banhos juntos.
Eu dormia na varanda, você mandou fazer uma casa para mim, mas eu preferia ficar deitado na cerâmica fria. Dali eu avistava o portão de entrada da fazenda e avisava quando alguém chegava. Adorava pegar o vento que vinha de todos os lados, o que tornava a varanda o lugar mais ventilado da casa.
Em noites de lua cheia, quando o céu ficava bordado de estrelas, uma claridade dourada iluminava a fazenda. A lua parecia jogar sua luz nas águas da represa transformando-a num grande espelho. Nas noites assim era certo você sentar na varanda e ficar em silêncio olhando. Algumas vezes você falou que na luz do luar eu ficava mais dourado.
Naquela varanda vi você rindo e, muitas vezes vi lágrimas em seu rosto. Vi você chorando me chamar e ficar fazendo carinho em mim. Vi você soluçar de dor sem saber o que estava acontecendo. Vi você perder noites de sono e ficar caminhando sozinho na varanda. Vi você escutar seus discos do Sinatra e outros com cantores italianos. Vi você escrevendo e vi seu rosto se alegrar quando eu subia no seu colo ao trazer uma bola de tênis toda babada. Puxa! Eu adorava quando você jogava uma bolinha de tênis para mim. Gostava quando você me dava água de coco e também quando me fazia correr atrás da água da mangueira de molhar as plantas.
Ali ao seu lado, eu gostava de ficar na churrasqueira, principalmente em dias de um bom churrasco. Eu ficava por ali zanzando no meio das pessoas e todas me davam bons pedaços de carne.
Um belo dia você voltou de viagem e trouxe Liza. Ela era linda e eu logo me apaixonei por ela. Formamos uma família e nasceu a nossa única filha, a Mel.
Algum tempo depois umas pessoas fizeram uma obra na varanda. Fecharam de vidro. Eu, Liza e Mel passamos a viver mais no jardim e na churrasqueira. Por causa dos meus banhos na piscina fiquei com otite. Você mandou cercar a piscina. Banhos agora só de mangueira.
A idade chegou, dez anos passaram ligeiros e os janeiros começaram a pesar. E começaram a pesar para nós três, eu, você e Virginia. Um dia você veio falar comigo e eu notei sua tristeza. Você fez um carinho na minha cabeça e não falou nada. Aí sumiu e fiquei sabendo que você estava no Rio de Janeiro, levou Virginia para uma cirurgia e foi fazer alguns exames. Voltou meses depois, já mais alegre, mas não como era antes. Alguma coisa tinha mudado em você.
O mês de novembro chegou e apareceu uma verruga embaixo do meu pescoço. Vi a sua cara de preocupação com as coisas que a veterinária falava para você. Tomei todas aquelas injeções que ela receitou depois de tirar a verruga. Vi sua cara de tristeza quando você chegava perto de mim. Comecei a ficar muito magro. Perdi a vontade de comer. Só queria ficar deitado.
O mês de dezembro que sempre foi um mês alegre por causa do seu aniversário e dos preparativos para o Natal, dessa vez foi o mês mais triste para você. Eu não queria que isso fosse motivo de tristeza para você. Afinal de contas você não imagina o quanto eu fui feliz ao seu lado. Pense nos momentos de alegria que passamos juntos. Afinal, eu fui seu filho e de Virginia por dez anos. Nos momentos em que vocês sentiam saudades dos filhos que estavam longe, era comigo que vocês trocavam carinhos e por instantes a saudade partia.
Amigo deixo umas bolinhas de tênis mastigadas para o próximo amigo que você terá. Espero que ele seja parecido comigo. Que ele seja meigo e carinhoso como eu fui com você. Que não pegue os passarinhos e nem ligue para os sapos. Que goste de pão como eu gostei. Que trate bem a Liza e a Mel.
Érico me desculpe ter dormido para sempre num dia antes do seu aniversário. Não era mais possível adiar o seu sofrimento. Gostaria que você soubesse que eu sempre estive ao seu lado e quando nos dias de lua cheia você estiver na varanda, basta ficar em silêncio e fechar os olhos, assim você vai escutar um latido e me sentir por perto.
Do eterno amigo Kookie.

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Postado por Adriano Gaspar da Silva      1 janeiro 2010


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26 Comentários

Comentários
jan 1, 2010
16:08
#1 Juan Monteiro :

Deu pena… Às vezes isso me faz hesitante de ter um cão, vai ser sofrido demai na hora de ele nos largar (E vice-versa, nunca se sabe D:)

jan 1, 2010
16:36
#2 Fernanda Gomide :

Maravilhoso. Perdemos nosso Kadu agora em dezembro, aos 10 anos também. Era um pastor alemão maravilhoso, o melhor amigo da nossa família.
O texto me emocionou.

jan 3, 2010
9:36
#3 paulo rocha :

caro Juan Monteiro
O texto é muito bom e mostra que a vida é feita assim. O dono do Kookie deve ter sido bastante feliz com ele. A felicidade não é eterna. Os cães passam rápido porque eles já vem sem defeitos, não são como nós que temos que viver muito para aprender.Con certeza o Érico terá outro Golden e daqui outros tantos anos fará um novo texto parecido.

jan 3, 2010
20:30
#4 Debora :

Ai gente, que coisa mais triste.
Eu tinha um golden que morreu semana passada por causa do calor, estamos mortificados e nos sentindo culpados por nao termos feito nada.
Aho que o Zeus pensava como o Kookie, nos fomos muito felizes juntos.Vai com Deus.

Autor jan 3, 2010
21:59

Debora, sinto por seu cão, mas me intrigou o fato de vc mencionar que o motivo da morte dele tenha sido o calor. Eu morei em Fortaleza no Ceará e lá já tinha um Golden comigo (a Luna, que por sinal ainda vive comigo), nunca tivemos problema com o calor, além disso, enviamos vários cães para o Norte e Nordeste (Regiões muito quentes) e também nunca soubemos de problemas por esse motivo. Se for possível, me explique o que houve com seu cão, pois pode ser que você não tenha motivos para se sentir culpada como menciona.

jan 4, 2010
23:38
#6 Juan Monteiro :

Eu moro em Belém e o Golden passará 10 anos em um território de 26º C… Foi câncer?
Insolação? Fiquei intrigado.

jan 5, 2010
9:31
#7 Erico Ledo :

Caros
Sobre os comentários referentes ao calor. Eu só tenho a dizer que o Kookie morou dez anos na Bahia. A temperatura daqui é alta como vocês sabem. Nunca apresentou problemas. Temos ainda aqui na fazenda a Liza e a Mel, duas da raça Golden. Elas não estão nem aí para o calor.Correm e brincam no sol de verão quase o ano todo.
Obrigado pelos comentários sobre a mensagem do Kookie.
Érico

jan 5, 2010
13:34
#8 Érico Ledo :

Caro Juan
Esqueci de dizer que sou aí de Belém. Essa temperatura que você coloca de 26º C é um pouco baixa aí na terrinha, mas mesmo assim os cães da raça Golden não sentem como um São Bernardo.
Abraços

jan 5, 2010
18:16
#9 Virginia :

Fui mãe do Koockinho, como eu o chamava. Eu também me emocionei muito ao ler a carta. Lembrei de momentos dele que sempre estarão na minha memória, desde o dia que fomos escolher um Golden, a minha paixão. Apesar da saudade e da tristeza que senti quando ele foi embora, fico muito feliz por ter tido a oportunidade, junto com Erico, de ter convivido com ele por 10 anos, ter cuidado dele na infancia, na idade adulta, na velhice e na doença. Estive perto dele quando já dava sinais de sofrimento, e nesses momentos quando eu chegava perto, acariciava as suas costas e conversava com ele, deitadinho com a barriga no chão, sempre abanava o rabo, naquela demonstração de gratidão e mansidão. Guardo comigo o olhar dele ao ser levado para a veterinária: a nossa última troca de olhares, o nosso adeus

jan 5, 2010
21:53
#10 Juan Monteiro :

Erro meu, o certo é 36º
Realmente é triste mesmo quando um grande amigo se vai, e hoje um grande está chegando aqui em casa, decidi comprar um Golden filhote e ele estará aqui às 23:30…
Que dure por muito tempo ^^

jan 22, 2010
17:05
#11 Maria Helena :

Linda a história do seu cão.
Eu perdi um lindo weimaraner há 4 meses. Ele vivou conosco por 9 anos. Era nosso filhotão! Até hoje sofremos com a ausência dele.
Estamos à procura de um golden ou um lab para compartilhar nosso carinho, amor e amizade.
parabéns pelos seus cães!

jan 27, 2010
13:53
#12 Erico :

Cara Maria Helena
Lamento muito a perda do seu weimaraner. Ele será inesquecivel para você, mas tente viver a lembrança dos anos felizes que vocês passaram juntos. Apenas isso.
Obrigado por ter gostado da história do Kookie. A convivência com um cão é estar convivendo com você mesmo. Todo o carinho e afeto que ele lhe dá, é você que manda para ele. Você passa tudo e ele capta e devolve. E nós ficamos ali parados ao lado dele e fazendo carinho em nós mesmos. Já imaginou se não fossem os cães?
Abraços
Erico

fev 2, 2010
9:18
#13 Douglas Kafuri :

Ontem minha filhotinha se foi. Tinha apenas 2 aninhos.. Uma Maltês linda. Sofreu um choque anafilático durante uma cirurgia de castração e teve uma parada cardio-respiratória. Minha esposa não se conforma pois ela era muito saudavel. Mas ontem ela sentiu, pois nunca ela tinha chorado tanto quando foi deixada na PET, nunca tinha se tremido, não sei se de medo, mas estava diferente. Parecia que queria se despedir, falar algo.. Sabia que ia lhe acontecer algo e não queria se separar. Estamos muito tristes com o acontecimento. Agora minha esposa quer uma outra Maltês, não sei se de consolo pela perda. Enfim, a vida continua. A lembrança dele vai estar sempre na memória com muita alegria que ela nos proporcionou… Forte abraço a todos

fev 3, 2010
10:56
#14 Talytha Rocha :

Nossa, eu estou aqui aos prantos. Tenho uma princesa golden, a Cora. Ela é um doce e muito danada, ainda vai fazer 2 meses. A comprei pq minha casa estava muito vazia, tinha acabado de perder um amigo, o pitbull mais doce que já conheci na vida. Lembrei dele lendo. Abraço a todos!

fev 13, 2010
10:42
#15 Erico :

Ao Douglas
É realmente impressionante, o instinto deles é algo que não podemos explicar. Eles sentem a proximidade do fim. Eu também tenho uma Maltês. Ela vive dentro da minha casa implicando com as outras duas Golden que ficam pelo jardim. Viaja sempre comigo.
Douglas tenha outra sim, vai ser muito bom.
Abraços

fev 13, 2010
10:50
#16 Erico :

Talytha
Eu choro sempre que leio a carta do Kookie. Lindo o nome da sua Golden, deve ser igual a ela.
Abraços

fev 20, 2010
3:17
#17 Leandro :

Sua carta é uma das melhores expressões de despedida que ví! Parabéns!

Os cães, como a grande maioria dos animais, nos ensinam a compreender a simplicidade dos sentimentos, ver a beleza das coisas simples, o luar, a brincadeira boba, o simples observar!

Com os cães, na minha história de vida, sou aprendiz da lição de “saber perder e a seguir em frente lembrando e felicitando o que de bom foi vivido”.

Mas que é impossível ter chão na hora que nossos amigos partem isso é uma verdade irrefutável!

Ainda estou em fase de cura pela perda do meu filhotão (Rodolfo. Chow-Chow dourado de 2 meses e já com 10kilos) que morreu em coisa de 10 minutos de bobeira minha, deixei a cobertura da piscina aberta e fui preparar os produtos para manutenção, em menos de 10 minutos retornei e ele já havia caido na água e se afogado, não houve latido ou barulhos!!! Fica o peso na consciência de não ter providenciado um degrau para cães na piscina! Conto a história com intuito de repassar esta experiência para que outras pessoas, e que atentem para o perigo das piscinas!

Mas… a vida segue, a mãe, irmã e irmão do Rodolfo estão me ajudando!

Abraço a todos!

Leandro

mar 1, 2010
18:47
#18 Rosana :

Nossa que linda mensagem que este proprietário escreveu a despedida de um Golden, até chorei.
Sei o que é perder um cão, pois o meu beagle morreu a quase 4 anos e me lembro como se fosse hoje, ele tinha 10 anos deu câncer chamado Linfoma.
Pensei que iria morrer com ele, mas Deus me deu força para superar e criar coragem de arrumar um outro beagle. Hoje eu tenho o Baruck com quase 2 anos, é tudo de bom na nossa vida.

abr 21, 2010
2:02
#19 Luciana :

Parabéns pela sua carta! Estou chorando e muito emocionada.
Perdi meu lhasa de 2 anos há uma semana e não me conformo como fui impaciente e adulta (no pior termo da frase) durante todo o tempo q esteve entre nós. Como mãe e esposa, sempre impliquei com a sujeira q ele fazia e com as roupas e sapatos estragados.
No final, só estavam ele e eu no hospital… Ele lá, todo largadinho, com soro, vomitando horrores e sofrendo muito, mas ainda assim, abanando o rabinho p/mim, com aqueles olhinhos lindos me seguindo por toda a parte.
Eu, parecia uma louca, chorei o tempo todo, rezei e descobri que o amava imensamente. O Ringo deixou um buraco no meu peito e me ensinou na dor e na perda que devo resgatar a criança que tenho dentro de mim.
Meu próximo pet vai ser um golden e darei à ele tudo o que dei em parcelas moderadas ao Ringo. Sempre me lembrarei que ele me ensinou a amar novamente.
Para sempre no meu coração, meu pequeno guerreiro. Me ensinando o que é amor incondicional até o fim.
Te amo Ringo. Saiba q sempre te amei, apesar de tudo.

abr 21, 2010
20:29
#20 Denisar :

Olá Érico,
Ler esta carta, foi uma das coisas mais emocionantes da minha vida pois, acabo de perder
meu labrador Nick, companheiro por dez anos e, com uma história de vida muito parecida
com a do Kookie.
Sei que o Nick também gostaria de contar sua história um dia, com a permissão do Kookie.
Seria muito legal se pudéssemos ver uma foto deste cão tão especial.

Abraços Denisar.

mai 24, 2010
22:16
#21 Érico :

Luciana
Sua mensagem é muito linda. Estamos contentes, Kookie e eu, em podermos ter estimulado essa sua busca interior. Estou grato a você em poder ter proporcionado o seu olhar na sua direção. Que bom! Volte sempre.

mai 24, 2010
22:27
#22 Érico :

Caro Denisar
O Kookie era muito meigo e inteligente, sendo assim ele gostaria de ler a carta do Nick. Não espere a emoçào passar. Faça um exercicio e busque viver a lembrança do Nick. Não seja muito racional, o Nick não era. Esse era o melhor lado do Kookie, uma meiga irracionalidade que me alegrava. Deve ter sido assim com o Nick. Mande seu email que eu mando as fotos. Estou contente em saber que vou ler uma outra carta. Abraços

mai 26, 2010
19:40
#23 Flavia Camila Dias Pacheco :

Oi Érico, ler a carta do Kookie me emocionou muito, a três semanas perdi minha Golden de 2 anos, Luna o nome dela. Esta sendo muito dificil para mim e minha familia. Ela estava prenha, mas como não conseguiu entrar em trabalho de parto, tivemos que fazer uma cesariana, nasceram 5 lindos filhotes, mas ela não resistiu, por que teve três hemorragias após da a luz, perdeu muito sangue, e acabou nem conhecendo seus filhinhos. Parece que um pedaço dos nossos corações foi embora. Tenho um filho de 8 anos, que não se conforma com esta perda, nem com a chegada dos filhotes, conseguimos anima lo.
Me inspirei em você, e também escrevi uma carta hoje para ele da nossa menina, sei que naquele momento de despedida ela também tinha muito a nos dizer,espero que isso o ajude a aceitar melhor e conviver com essa perda.

mai 27, 2010
22:26
#24 Érico :

OI Flávia
Eu imagino como você está se sentindo. Fiquei imaginando vocês perto da Luna e chorei muito. Obrigado

jun 3, 2010
10:36
#25 Denisar :

Olá Érico;
Aqui vai o endereço para você enviar as fotos;
mgmultimarcas@yahoo.com.br

Obrigado Denisar

jun 24, 2010
17:56
#26 laura :

eu amo o golden retriever quando eu tiver um(a) eu vou chorar por varios dias a sua morte.
belo texto!!!!

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